sábado, 28 de setembro de 2013

Crash of Rhinos- Distal [2011]

Crash of Rhinos toma todas as implicações do nome da banda e as aglomera, elaborando uma versão emocionante que pode muito bem ser um dos melhores álbuns emo dos anos 10.

“WOOO YEAH” gritam os iniciantes de Derby em sua estreia enquanto o baterista apressadamente tenta manter as coisas, apenas para desistir logo depois quando a banda canta “FUCKING HELL!”, voltando mais pesados e com mais intensidade. Espontaneidade forçada ou grandiosidade genuína? O lado cético de mim implora para dizer que é coisa de iniciante, mas ouvir a euforia pura e a imprudência na abertura rapidamente me desloca para explicações mais profundas.

Apesar do fato de pegar a maioria de suas sugestões do hardcore emocional, esses garotos não estão definindo ser depressivos; isso é um material rude de erguer os pulsos, ao mesmo tempo urgente e edificante. A ligação mais óbvia é com o Cap’n Jazz e seu marcante emo jovem, mas eles esticam suas canções além dos breves e energéticos socos da lenda anteriormente mencionada e criam épicos estruturados infundidos com acordes dinâmicos, bateria ornamentada e vocal em coro lançados. Há sempre uma energia palpável que dirige a faixa para frente, e mesmo quando eles excedem a marca de 6 minutos não é tempo perdido, fazendo os acidentes de pratos inevitáveis mais poderosos! Eles também sabem exatamente a hora de cair para deslumbrantes interlúdios no estilo do American Football; você pensaria que eles são profissionais na cena com magistral composição. Apesar de toda essa ambição, eles nunca perdem a imagem de um bando de garotos bagunçando na garagem, criando esporadicamente música espiritual que atua como um chamado.

É essa juventude e honestidade que empurra o Distal de ser “só mais um álbum emo” para algo mais extraordinário, algo vital! Não é pelas letras, todavia; eles cobrem os temas certos, cantando sobre ficar deprimido e corações partidos, mas o maior sentimento que eles expressam é, bem, o sentimento de estar numa banda. Há quase um sentido atrevido de autoconsciência de como é bom gritar tudo para fora, de puxar o arpejo da guitarra até o limite, despejar aquele preenchido tambor estrondoso que fará as crianças no bate cabeça ficarem selvagens. Muitos atos emo visam curar o ouvinte através de uma transferência- o lançamento passional do vocalista pretendendo trazer alguma forma de catarse ao ouvinte. Esses manos sabem esse jogo, mas vão para uma corrida ainda maior; escapismo. Esse sentimento é tão poderoso que passa a depressão e o coração partido, onde eles capturam o som suando adrenalina (só posso imaginar o quão lindo deve ser um show desses caras), fazendo Distal uma afirmação de alegria de criar música e compartilhar com o mundo.

Por todo prazer que eu acumulei nesse lançamento, a ingenuidade cativante que repousa sobre a brilhante composição aponta para potencial refinamento e maturidade. Embora talvez eles ainda não saibam disso, esses malditos não sabem quão bons são; e por isso tem futuro!

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