sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Entrevista com Foxing

Se você é tão maluco pelo que se convencionou chamar de "midwest emo" como eu, você provavelmente já ouviu a estreia do Foxing, The Albatross. Música ambiente com sinfonias orquestradas, o álbum é facilmente um marco no estilo. Recentemente, eu pedi uma entrevista com eles, e eles gentilmente aceitaram. Você pode ler abaixo:

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1. Eu li na internet que vocês têm vendido muitos discos. Sendo sua estreia, isso era algo esperado?

Josh: Não.

Conor:  Nós definitivamente antecipamos a vendo de alguns discos para nossos amigos, mas as vendas realmente acabaram rápido. Nós vendemos todas nossas cópias durante o show de lançamento, três dias após o álbum ser lançado- nós certamente não antecipávamos isso.

2. Honestamente, desde que eu tenho acompanhado o emo, seu lançamento é uma das coisas mais sinceras que eu ouvi. Como foi todo o processo de gravação?

Conor: Foi realmente íntimo e emocional para todos nós. Eu sinto que as gravações realmente capturaram um ano inteiro das experiências mais felizes e horríveis da minha vida.

Josh: Sim, foi realmente um processo longo e árduo. As canções e seus significados são peças de trabalho extremamente pessoais; nós sentimos necessário lidar com elas carinhosamente. Do começo ao fim, foi mais de um ano de trabalho.

3. Como é a reação do público quando vocês tocam as canções ao vivo?

Conor: A reação que nós recebemos é sempre gentil. Nós realmente não sabemos o que as pessoas pensam porque elas são sempre gentis. Eu espero que elas apreciem isso tanto quanto nós.

Josh: A resposta de Conor é incrível. Eu amo a ideia das pessoas serem gentis em relação ao nosso set e depois esculachá-lo na volta para casa. Para mim, eu acho que depende do público e do ambiente da noite. Geralmente, ou as pessoas ficam turbulentas e participam dos moshs- ou há sempre uma ótima onda de olhos fechados e cabeças balançando.

4. O que vocês aprenderam em uma banda que não pode ser aprendido em trabalhos diários?

Josh: Eu aprendi a embalar uma cerveja.

Conor: Eu aprendi muito sobre mim mesmo; o que realmente quero na vida. Eu também descobri o que é estar verdadeiramente feliz fazendo algo que sou capaz de fazer- o que tem sido inestimável para mim.

5. Por quais bandas vocês recentemente se apaixonaram?

Conor: Eu recentemente tenho ouvido muito Caspian, The Reptillian e Little Big League. Eu também estou redescobrindo Tears For Fears.

Josh: Recentemente, If You Leave, do Daughter, tem me deixado sem palavras, é lindo. Eu tenho ouvido Tim Hecker por um longo tempo, mas seu novo disco, Virgins, é também um chute no peito. Eu nunca mais vou recusar Joie De Vivre na minha vida. Os novos do Brighter Arrows e do Crash Of Rhinos realmente tiveram algum impacto em mim. Com toda honestidade, 2013 não foi um ano de grandes descobertas para mim, mais um ano de afirmação.

6. A capa do The Albatross é fantástica. Como essa ideia surgiu?

Conor: Todos nós concordamos com a ideia de usar uma fotografia, não um design. Toda a arte surgiu de um fotógrafo brilhante chamado Kevin Russ. Ele é incrível e vocês definitivamente deveriam conferir seus outros trabalhos.

Josh: Ele foi extremamente gracioso em nos permitir usar sua fotografia.

7. Bit By a Dead Bee (parte I e II) é uma referência à Breaking Bad? Se sim, quais foram as razões que fizeram vocês tão excitados para gravar duas canções sobre esse tema?

Conor: [risadas] Pergunte ao Josh.

Josh: Não. Inicialmente foi uma referência a um filme da década de 1940, Uma aventura na Martinica. No entanto, enquanto eu estava revendo Breaking Bad, eu percebi que havia um episódio com o mesmo nome; obviamente os escritores de Breaking Bad também se referiam a esse filme. Eu posso honestamente dizer que eu não estava ciente disso até depois que nomeamos a canção; prestar atenção nos nomes dos episódios nunca foi meu negócio. No entanto, nós cinco somos fãs da série, então eu estou completamente confortável com as pessoas pensando nessa referência. Por último, as canções não tem nada a ver com “Uma aventura na Martinica” em um sentido direto. Eu prefiro não falar candidamente sobre o que essas duas cações especificamente são- eu direi que conceitualmente elas são sobre ter coisas dentro que você pensou ter se livrado, mais especificamente a maneira que maus hábitos e comportamento autodestrutivo podem tão facilmente voltar para a vida de alguém.

8. Como são as apresentações em St Louis?

Conor: As apresentações em St. Louis podem descaradamente ser chamadas de “apresentações”, se isso responde a pergunta. Nossos shows são geralmente incríveis. Para bandas em turnê, são muitos jovens reclamando que vão a um show. Mesmo que a banda seja incrível. St. Louis é uma cidade muito, muito esquisita.

Josh: Eu discordo do Conor; eu realmente não acho que há necessariamente uma diferença entre todos os shows locais e shows de bandas em turnê. Há alguns problemas com a música em Saint Louis; eu não sou perito em nenhum deles. Algumas bandas tocam um show por semana em Saint Louis e então reclamam que não estão trazendo pessoas. Nós tentamos espaçar nossos shows locais, para dar atenção que cada um merece. Há altos e baixos em toda cena; a nossa não é diferente. Não há muito a ser dito, além disso. Eu aprecio tocar em Saint Louis.

9. Quais são as coisas que mais lhe influenciam para escrever as letras?

Conor: Eu sou muito influenciado por falar comigo mesmo no carro. Eu tenho um dialogo aberto muito consistente comigo enquanto dirijo. Conversando consigo mesmo como um maluco, você aprende muito sobre  o que está acontecendo na sua mente e se você escrever algo disso, tende a soar muito bom e substancioso.

Josh: Além das coisas óbvias, como outros escritores, eu acho que as letras que escrevo para o Foxing são sobre minhas próprias experiências e vivências. Há linhas em nossas canções que são tão próximas às coisas que foram ditas em relacionamentos, que eu tive que dar um passo atrás e perguntar a mim mesmo se valeria a pena mantê-las, simplesmente porque não há modo de algumas pessoas não saberem que são referências diretas. Por outro lado, algo que eu estou tentando trabalhar é em escrever mais abertamente e parar de mascarar certos significados com metáforas ou troca de frase. Eu acho que meu objetivo na escrita é alcançar uma balança apropriada.

10. Violino, violoncelo, flauta... Desde o início vocês pensaram sobre encaixar todos esses instrumentos, ou as seções de gravação que te fizeram pensar sobre isso?

Josh: Todos nós temos muito amor por música sinfônica; eu acho que daqui em diante sempre haverá um nível disso em nossa composição
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Conor: Desde o inicio era a nossa intenção incluir orquestra em algumas faixas. Muito disso surgiu questionando se poderíamos fazer algo e tentar na prática.

11. Nesse momento, qual é o nível de prioridade do Foxing na sua vida pessoal?

Conor: Foxing é realmente tudo o que eu quero fazer. Faculdade e trabalho são obstáculos completos para mim todos os dias.

Josh: Eu concordo com o Conor. Na base do dia-a-dia,  consome cerca de 70% do meu tempo e uma quantidade igual na minha cabeça. Eu lido na maioria dos negócios da banda, o que acarreta em muitas responsabilidades. Entretanto, eu absolutamente não estou reclamando disso- eu amo essas coisas.

12. Quais bandas emo vocês acham que vão estourar (Não monetariamente, vocês sabem).

Conor: Bem, depende de como você definir “estourar”. Para mim, estourar significa tocar no SNL ou no All Tomorrow’s Parties. Eu acho que o TWIABP vai continuar crescendo[...] Eu quero dizer, eles já são um grande negócio,mas muito em breve eu sinto que eles vão no Letterman e essas merdas. Contudo, honestamente, eu não conheço muitas bandas emo que eu poderia ver tocando no SNL ou no All Tomorrow’s Parties.

Josh: Eu concordo que “estourar” é um termo meio subjetivo de ver a música. Por exemplo, onde nós estávamos um ano atrás em comparação com onde estamos agora, eu sinto que nós estouramos; coisas assim são completamente relativas. Eu penso que o Into It. Over It tem o potencial para atravessar e jogar no time mainstream. Eu não sei, é algo que eu realmente não penso, principalmente porque “estourar” tem completamente mudado ao longo dos anos. Se “estourar” significa viver do seu trabalho, eu posso nomear muitos grupos que já fazem isso. Se “estourar” significa jatos particulares e Grammys, então nenhum.

13. O nome do nosso blog é Anthem Albums (álbuns hinos). Por favor, nos diga qual é o álbum hino de vocês?

Conor: Meu álbum hino é Dancing on the Ceiling, do Lionel Richie.

Josh: Meu álbum hino é The Tired Sounds of Stars of the Lid, do Stars of The Lid. Eu entendo que esse álbum não é marcado como cheio de “hinos”, mas eu amo.

14. Obrigado! Realmente agradecido. Por favor, deixem uma mensagem aos nossos leitores.

Josh: Se você está lendo isso, obrigado pelo interesse em nossa banda; nós nunca quisemos te decepcionar.


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Você pode encontrar as músicas deles aqui:
http://www.foxingtheband.bandcamp.com
http://foxing.bigcartel.com/
http://www.foxingtheband.tumblr.com
https://twitter.com/foxingtheband

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