terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Entrevista com Dowsing


Uma banda que desfila seus problemas. Assim podemos chamar o Dowsing, com temas líricos bem tristes, a banda contrasta essa miséria pessoal com instrumentais pop bem na linha "feel good". Também fazem parte de uma das melhores gravadoras do mundo, a pequena CYLS. Abaixo, a entrevista com o vocalista/guitarrista Erik, onde ele diz como anda o público independente nos EUA, como é estar no melhor selo do mundo, entre outras coisas:
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1. “I Don’t Even Care Anymore” realmente me pegou. Por favor, você pode nos dizer o que ouvia quando criaram um álbum pop emo tão incrível?

Erik: Eu comecei a escrever a porção musical de “I Don’t Even Care Anymore” no começo de 2012, antes mesmo do nosso primeiro LP, "It's Still Pretty Terrible”, ter saído. Para o Dowsing, leva extremamente muito tempo para eu ficar confortável com o que toco na guitarra, eu normalmente rascunho tudo isso antes de mostrar para o resto da banda. Infelizmente não posso te dizer o que ouvia porque o tempo e a rotina estavam chegando ao ponto de ficar bizarro. Com isso dito, eu provavelmente ouvia muito Jets To Brazil.

2. Sua última gravação, Audible, o último álbum do Rika e o novo LP do Foxing, tudo ótimo. Como você se sente lançando coisas com a CYLS e como vocês lidam com todas essas bandas?

E: Eu sou muito grato de poder trabalhar com meus amigos, Keith e Cathy, e que nós podemos dizer que somos amigos de quase todos na gravadora. Há apenas algumas bandas que nunca cruzaram nosso caminho, mas eu tenho certeza que são tão encantadoras quanto o resto da família CYLS. Eu não vejo nossa banda jamais lançando um LP com qualquer outra gravadora. CYLS é nossa família. Keith e Cathy apoiam tudo que fazemos e sou muito agradecido por isso.

3. Vocês tem lançado uma grande quantidade de música em tão pouco tempo (pelo que eu sou realmente agradecido). São coisas que vocês têm guardado, ou seu processo de composição é mais rápido que o usual?

E: Bem, como eu disse antes, eu levo algum tempo para escrever, mas uma vez que estou preparado e mostro para a banda, nós estamos prontos para ajeitar rapidamente as canções. Eu gosto da ideia de ter uma música nova todo ano.

4. Eu realmente não sei se as canções são para garotas, ou qualquer relação humana possível. Mas me soa como qualquer relação com qualquer pessoa possível (até com cachorros), você se preocupa em criar letras mais vagas ou você apenas escreve e vê no que dá?

E: Eu me sinto mais propício a escrever canções mais espaçosas e vagas sobre lugares, pessoas e eventos que aconteceram comigo. Nosso EP "All I Could Find Was You" e nosso primeiro LP dividem muito esse tipo de escrita. Eles parecem mais como um embrulho de pensamentos e eventos do que uma ideia coesiva. Aquelas canções são muito divertidas. Eu realmente espero poder recriar aquele tipo de abordagem lírica novamente e construí-la no futuro. Nosso último lançamento, IDECA, foca muito em pontos reais. Eu comecei a me odiar por causa de minhas inseguranças e eu simplesmente estava destruído. O álbum completo é literalmente eu chorando por uma pessoa. Olhando em retrospecto, não posso acreditar nisso. Porém faz sentido, porque eu sou o pior.

5. Vocês acabaram de fazer uma turnê com Empire!, você pode nos descrever um pouco disso?

E: Essa foi nossa segunda turnê com Keith (Cathy realmente precisa vir da próxima vez)! Considerando tudo, foi uma continuidade da diversão que tivemos no começo de 2012, mas ainda melhor! Nós ouvimos LULU todos os dias e cada vez era melhor que a última.

6. Uma difícil. Qual seu álbum favorito do Superchunk?

E: Nossa; muito difícil! Quero dizer, todos os LP’s lançados por eles tem um clima e isso poderia facilmente preencher o vácuo de qualquer arsenal das emoções que habitam meu corpo. Meu clima no momento é gritar Foolish.

7. Como tem sido a reação da audiência para seu último álbum? Os EUA é um grande país, a audiência é diferente entre os lugares ou o público indie/emo é basicamente o mesmo?

E: Os shows tem sido ótimos! O apoio que tivemos na última turnê foi incrível. O emo nos EUA tem um apelo regional parecido, ainda assim é praticado em toda nação. Às vezes pode ser como comer uma tigela de sopa um pouco aqui, um pouco ali, um grande pedaço aqui, apenas um caldo ali. Você meio que sabe onde está se enfiando porque já abriu a lata de sopa. Você pode encontrar os melhores produtos undregrounds nos lugares mais estranhos, e nós somos gratos por isso.

8. Vocês apareceram na lista da Buzzfedd (http://www.buzzfeed.com/ryanhatesthis/new-bands-you-should-definitely-check-out-emo). Quais bandas emo dos anos 90 e 00 você desesperadamente sente falta?

E: Seam, Jejune, Mineral e Jets To Brazil.

9. Há outras formas artísticas que influenciam sua música? Se sim, quais?

E: Tão vasto quanto arte possa ser, eu diria que topografia, comida e netflix.

10. Essa é a última questão. Por favor, diga qualquer coisa, mande beijos, o que quiser. Muito agradecido.

E: Obrigado Henrique!

Chequem Brave Bird e o resto de nossos companheiros de selo lá no Count Your Lucky Stars!
http://countyourluckystars.bigcartel.com/product/brave-bird-maybe-you-no-one-else-worth-it-lp
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Para saber tudo sobre o Dowsing:
https://www.facebook.com/Dowsingband
http://dowsing.bandcamp.com/
http://www.dowsingband.tumblr.com

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