quarta-feira, 23 de abril de 2014

I Kill Giants- No One Will Ever Leave You [7-inch] (2014)




As coisas que eu ouvi (quando esse disquinho foi lançado) eram mais ou menos isso: “nossa, que cedo para um lançamento” (o disco, se bem me lembro, foi lançado na primeira semana do ano). O que não impossibilita o fato do I Kill Giants (IKG) explodir tua cabeça com acordes métricos mais quentes que esses dias de outono que estamos suportando. O que No One Will Ever Leave You afirma é que tudo realizado no primeiro disco cheio não foi por sorte. Como eles aprimoraram tanto seu som e realmente evoluiu, a palavra “hiatus” soa um pouco triste.

Ainda em uma mistura sonora certeira que cruza elementos do indie com o math rock em andamentos estimulantes, riffs impetuosos e contrariedade constante. As guitarras batalham enquanto os vocais de Dylan Hanwright e Chris Lee, os dois guitarristas, revezam-se adicionando dinâmica nas canções. No entanto, não fica nada desarrumado ou fora do lugar, ao contrário, a sensação é um pouco “pop”. Como é o último lançamento deles em algum tempo, as duas canções do meio dão a sensação de estarem lá por obrigatoriedade de serem lançadas. É engraçado como embora ambas sejam essencialmente rápidas- nenhuma dessas duas tem mais que um minuto- encontramos diversos elementos como garagem punk, screamo e os tão famosos riffs métricos que resultam em uma dinâmica extremamente interativa. Mas toda essa pré-formulação não impede a banda de forma alguma de experimentar e realizar divertidas sessões de jam.

No One Will Ever Leave You é uma continuação do primeiro disco cheio, contendo sarcasmo representando os elementos debochados que surgem nos fragmentos de cada canção. As quatro faixas somam apenas oito minutos, o que daria uma boa prévia de futuros trabalhos. Em “Butcher...” temos um prenúncio de músicas que poderiam facilmente virar o hino da galera de subúrbios norte-americanos durante o verão. A junção de elementos indies com viradas muito características fecha o álbum com classe. A recomendação fica para quem gosta de Adventures e Dads. Nesse disco, temos tranquilidade, descanso e uma atmosfera ampla (juro que não é um anúncio de imóvel no Morumbi).

Como um monstro banqueiro desesperado para ganhar dinheiro e fechar negócios em pequenas ou grandes quantidades, o I Kill Giants atingiu seu alvo estético. Como sempre. Seria muito pedir para todas as poucas e lindas pessoas que leem esse blog mandar uma carta- ou ligar ou fazer um baixo assinado- para essa banda não acabar?

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