quinta-feira, 16 de março de 2017

Graça Infinita, Vitória-ES

No início talvez fosse questão de identificação mesmo. Então eu saia por aí em medidas desesperadas tentando transpor muros para ver um sopro de vida e eu praticamente testemunhei duplicações próprias; o eu-boêmio, o eu-abstrato ou qualquer destas coisas unas e radicais que impedem, ironicamente, variações extremas.

Eu jurei paixão em muitas cidades para perceber em Vitória-ES, lendo o fim de Graça Infinita ( um livro interminável que fica ecoando na tuq cabeça nestes encostos de ônibus -de-viagem enquanto o Sono não vem), não numa epifânia-reveladora; mas numa cidade ofensivamente calorenta, enquanto meus pés doíam por vagar por aí, que seria um crime chamar lembranças de maldição e tentar justificar nos meus próprios erros uma condição sofredora que se revelou completamente uma impostura (o eu-triste, ou qualquer variação vexatória)

É sim bucólico ter que precisar de tantos anos para uma revelação que nem tem estrutura para ser chamada de revelação e ter que me amputar em diversos henriquezinhos à caça de formas-breves sem saber que o Evento ocorre quando sem forçar tanto tudo isso o mundo em vão se ilumina

Eu queria dizer isso para os fantasmas porque de repente as assombrações parecem mais um painel incompleto ad eternum dimensionando encontros para o que antes era mera errancia e ausência.

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