quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Gorazde - The Catechism

Talvez, ao ouvir os sussurros das canções, nós possamos pensar que Gorazde está tratando de seus prazeres silenciosos ou suas poesias. Mas não. Aqui temos um relato (quase asqueroso) de um lunático sádico.

O disco relata, com rifes sem centros tonais na maior parte do tempo, alguém que está fazendo simultaneamente um ato de sacrifício e ficando satisfeito com o ato de tortura. Avançando na estrutura lírica, talvez fique evidente que se trata de um serial killer. E todo terror de  The Catechism está palpado nessa proximidade concreta da morte. A contemplação da paisagem não cura mais nada, e é de maneira direta que o Gorazde diagnostica, com uma voz irritantemente crua, o ato da falência. Ato representado na garrafa e na continuidade com o vício alcoólico que vai deteriorando os órgãos, a mente e converte o corpo em poeira rapidamente.


Não é apenas outro disco sobre a morte, mas soa sinistro por falar dela sem qualquer, absolutamente qualquer espécie de reverência.

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